Preço da carne

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Depois de disparar no último bimestre e ser a principal responsável pela alta de 16,74% na cesta básica de Santa Cruz em 2019, o preço da carne bovina deu um alívio no último mês. Dos 13 produtos pesquisados, sete apresentaram redução e seis elevação de preço. Além da carne, itens como tomate, arroz e pão francês também caíram.

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A queda no preço das carnes deu a principal contribuição para arrefecer a inflação da indústria em janeiro, reduzindo a pressão de aumentos disseminados entre as atividades pesquisadas. As elevações disseminadas foram puxadas por diversos fatores, como a valorização do dólar e a alta em preços de commodities, explicou Manuel Campos, gerente do IPP no IBGE.

Já o aumento na cotação do minério de ferro impulsionou os preços das indústrias extrativas, principal pressão sobre o IPP de janeiro, com avanço de 5,52%.O analista de mercado Leandro Bovo afirma que a queda esperada para o mês se confirmou sem surpresas. Em janeiro, a expectativa é que as exportações de carne bovina caiam mais de 10% na comparação com dezembro.

O consumidor final já sente um efeito de melhora no preço da carne bovina, porém ainda fica o incomodo por estar em patamares acima do que era negociado antes do início do movimento de alta”, explica Bovo, da Radar Investimentos. O preço pago pela arroba (15 kg) do boi gordo para o criador caiu 17,5% na comparação com o valor recorde registrado no fim de novembro (R$ 231,35), segundo o indicador de preços do Cepea para São Paulo.

Segundo o centro de estudos da USP, o preço da carcaça do boi saiu de R$ 16,46 por quilo para cerca de R$ 12,50 por quilo, uma queda de 25%. É provável que o mercado da carne bovina ganhe fôlego. Apesar de fevereiro não ser conhecido como um mês de consumo forte, o feriado prolongado do Carnaval traz impactos positivos sobre o consumo”, afirma a Scot Consultoria.

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Outro fator que começa a entrar no radar dos especialistas são os efeitos do coronavírus para as exportações de carnes.O coronavírus da China pode ter impacto positivo para as exportações de proteínas brasileiras, já que a China está fazendo uma grande campanha para restringir o consumo de animais silvestres ou carnes exóticas sem controle sanitário”, diz Leandro Bovo.

A consultoria americana FCStone vai na mesma linha, afirmando que, em um primeiro momento, o apetite chinês pode diminuir, mas que, após esse período de cautela, a procura pode aumentar.

Mesmo com os preços externos menores, as carnes ainda rendem mais reais quando convertidos pela taxa de dólar acima de R$ 3, mas a incerteza do valor da moeda norte-americana, devido à conjuntura econômica nacional, dificulta a tomada de decisão pelo setor.

A tonelada de carne bovina “in natura”, por exemplo, foi negociada, em média, a US$ 4.164 no mês passado.
As exportações do produto “in natura” recuaram para 83 mil toneladas no mês passado, 9% menos do que as 92 mil de igual período de 2014.

Levantamento de preços da Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas) do mês passado apontou que a carne bovina subiu, em média, 1,5% para os consumidores paulistanos.
Já os cortes de acém e de costela subiram 6,1% e 4,7% no mês passado, respectivamente, segundo o levantamento da Fipe.

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