A produção de soja no Brasil

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A soja é uma das culturas agrícolas mais antigas do mundo. Nascida a mais de cinco mil anos, passou a ser cultivada inicialmente pelos Ásiaticos mas hoje a oleaginosa ja é produzida e consumida em diversos paises do globo. Com o total da produção quase atingindo 250 milhões de toneladas por ano, essa cultura vem ganhando grande importância no cénario mundial num momento em que o mercado mundial de alimentos tem ocupado o centro das atenções das discussões atuais, principalmente no que diz respeito aos riscos de uma crise de abastecimento global.

Dessa forma a soja se configura hoje como uma das mais importântes commodities para a economia mundial, essa importância está ligada a produção de óleo e de farelo que são os principais subprodutos do processo de moagem do grão. O óleo, com participação de 30% da demanda mundial por soja é direcionado ao consumo humano enquanto o farelo que representa 69% dessa demanda é utilizado como um componente proteico em formulações de rações, sendo destinado ao consumo animal.

Dentro desse contexto, a soja aparece com uma tedência de alta de produção nos paises em desenvolvimento, no qual soma-se a isso às boas condições de demanda e preço do produto nos mercados internacionais. Assim, especialmente no Brasil que é hoje o segundo maior produtor do mundo, a produção deverá crescer mais do que o consumo mundial nos próximos anos, o que colocará o país em posição favorável entre os principais produtores de soja no mundo.

A negociação dessas mercadorias é realizada com entrega futura. Diferente do que acontece no porto, não há movimento físico de produtos nas bolsas. O que se negocia são contratos futuros, ou seja, garantias de compra e venda dos produtos em uma data no futuro.

A grande importância atribuída a commodities na economia se deve ao fato de que podem ser uma forma de investimento, uma opção entre as tantas opções de aplicação no mercado, como poupança ou Fundos de Investimento. Assim as possíveis oscilações nas cotações desses produtos no mercado internacional podem causar perdas a agentes econômicos que os transacionam.

As principais commodities negociadas atualmente no mundo são: café, trigo, soja, milho, algodão, açúcar, álcool, boi, ouro, prata, cobre, aço e petróleo, dólar, euro, ações de grandes empresas, títulos de governos nacionais, etc. Entretanto para um dos produtos citados ser considerado uma “commodity”, é necessário que exista uma estrutura de mercado, onde vendedores e compradores se encontram e onde se torne possível essa forma de investimento.

O fato de o milho ser uma cultura parecida com a cultura da soja em termos de técnicas de plantio e colheita, clima semelhante para o cultivo e terem também quase o mesmo mercado consumidor de grãos torna muito simples a opção de troca de produção entre essas culturas. O mesmo agricultor pode migrar, por exemplo, de um plantio de soja para passar a plantar milho em poucos meses. Muitas vezes esse agricultor já possui terras para ambas as culturas apenas cabe a ele a decisão de qual delas terá produção maior.

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